Vinho verde, a pedida para o verão

Para finalizar um fim de semana maravilhoso, épico mesmo,

que começou na sexta-feira com a comemoração do aniversário de minha esposa (show do Oswaldo Montenegro, drinks no Biergarten) passando por um dia de sábado inesquecível de Stammtisch na companhia de fiéis e novos amigos, jantar dançante regado a muita comida boa e cerveja, seguindo até a um almoço dominical muito agradável (cordeiro e risoto) em um restaurante italiano aqui em Joinville… ufa! …

escolhi um vinho verde português, levinho, simpático, frisante que com certeza irá fazer sucesso nas noites quentes que se anunciam por aqui.

O Casal Garcia Branco DOC 2009 agradou desde o começo, belo conjunto rótulo/visual. Na taça, um tom dourado claro com as bolhinhas dando aquele toque refrescante que você espera de um vinho desses. A efervescência realmente é uma marca registrada desse tipo de vinho. No nariz e na boca, uma delícia: notas de limão e outras frutas cítricas, até laranja lima apareceu para a festa de aroma e sabor.

Então, amigo… pense nisso: por vinte reais, o verão pode ser mais refrescante e gostoso. Fica a dica :-)

Ficha Técnica

Produtor: Aveleda

Tipo: Branco – Assemblage

Região: Vinho Verde

País: Portugal

Uvas: Trajadura, Loureiro, Pedernã e Azal.

Graduação Alcoólica: 10%

Temperatura de Serviço: 7oC

Envelhecimento: Amadurecimento em aço inox.

Diretrizes Enogastronômicas: Bacalhoada, paella, frutos do mar, peixes grelhados, aperitivo.

Safra: 2009

Conteúdo: 750

Wine Speak!

O ilustrador britânico Ronald Searle lançou em 1983 o THE ILLUSTRATED WINE SPEAK, um guia super bem-humorado que traz cartuns geniais sobre os principais termos enológicos. Seguem alguns para vosso deleite :-)

Encorpado, de personalidade marcante.

Extremamente frutado.

Manter em "descanso", longe da luz, por uns 3 anos.

De gosto rude, mas extremamente generoso.

Pouco dócil.

Perfumado e de fácil agrado.

Despretensioso em excesso.

Trapiche Roble Malbec


Hoje foi dia de visitar um dos clássicos da boa relação custo x benefício. Os vinhos Trapiche sempre se saíram bem naquelas situações informais, acompanhando uma massa inventada em casa, tudo sem grandes pretensões. E hoje (quase) não foi diferente.

De diferente, e meio que desagradável, foi o fato de eu ter achado o álcool do Trapiche Roble Malbec 2008 muito persistente no nariz… Mesmo deixando o cara descansar, respirar, e tantos outros ‘ar’ o álcool se fez presente durante um bom tempo, de maneira meio truculenta. O que não condisse de maneira alguma com o sabor suave, amadeirado com notas de baunilha, muito gostoso. Essa falta de harmonia incomodou um pouco, mas não o suficiente para me tirar o humor.

No geral, para um vinho que custou 28 reais, cumpriu seu papel de acompanhar uma massa com linguiças e requeijão que acabei inventando rapidamente.  Resumindo: não decepcionou mas também não empolgou.