Arquivo do mês: dezembro 2011
Vinho & Propaganda
In Vino Veritas
Verão Rosé 1 – Anakena
Hoje inicio uma nova série de posts, com dicas e opiniões e curiosidades sobre os vinhos rosés que são bem apropriados para nosso verão que chegou com tudo. Suaves, perfumados e muito saborosos servidos gelados, os rosés são a companhia ideal para frutos do mar, principalmente mariscos e ostras. Apesar de eu ainda não estar na praia as fotos ainda não tem aquele apelo marinho, com areia e mar ao fundo. Mesmo assim, o trabalho do bloqueiro tem que continuar, então a degustação inicial aconteceu aqui no apartamento, mas o vinho em questão me transportou, mesmo que em imaginação, para mais perto do barulho das ondas…
Inicio a série com um chileno que realmente agradou em cheio e me motivou (ainda mais) a escrever sobre esses vinhos cor de rosa bebê. Confesso que foi de uns anos para cá que consegui derrubar os tabus e preconceitos que eu tinha contra os rosés e agora sou um fã declarado deles.
O chileno é o Anakena Cabernet Sauvignon, safra 2010, proveniente do Vale do Rapel. Servido precisamente a 10 graus, e mantido assim durante toda degustação, o Anakena (principal praia da Ilha da Páscoa) demonstrou de imediato um frescor muito perfumado, com presença maciça de flores, morangos e pêssegos. Bastante macio, suave, sem nada de madeira o que realça a leveza e balanço.
E quando me pego assim, tentando descrever sensorialmente um vinho, mesmo sem ser um profissional, é porque o danado é bom demais. E essa pode ser a informação mais relevante que posso passar aos amigos: o vinho Anakena agradou bastante e é uma ótima opção para as noites quentes de janeiro, ainda mais a um preço de R$ 25,00 a garrafa
Um brinde ao Natal
Amigos, me despeço com este último post antes do Natal lhes desejando uma celebração feita de paz, felicidade e principalmente, de saúde. Que não apenas nossos copos estejam sempre cheios, mas também nossos corações vivam repletos de amor e sabedoria.
O crédito dessa minha caricatura é do amigão Nei Ramos, do estúdio de ilustrações Clicheria.
Um Feliz Natal!
A vez dos brancos – a vingança da sardinha
Ahh… as segundas-feiras. Aquele dia da semana tão incompreendido pelas pessoas que não gostam do que fazem e preferem “suar” nas redes sociais falando mal dela, ao invés de trabalhar para poder curti-la em sua plenitude.
Então… hoje, após um dia quente, abafado e tomado em seu fim de tarde por duas reuniões, chego em casa nesta (adivinhe) segunda-feira e peço para minha maravilhosa mulher Simone preparar um dos meus pratos preferidos: patê de sardinha com ovos cozidos.
Um sabor que me remete aos dias de escola, quando minha mãe preparava fartos sanduíches com essa iguaria, e que ao serem abertos durante os lanches do recreio, assustavam meus amiguinhos, que apavorados pelo odor tão característico e mal compreendido, corriam pelo pátio em direção à cantina para comprar coxinhas, risólis e outras frituras… Na época ficava deprimido, hoje penso ‘otários’.
Acompanhando, torradinhas, pimenta Tabasco e, óbvio, um vinho branco. Que mais uma vez, foi de uma vinícola sul-africana chamada Robertson Winery, agora o Chenin Blanc 2010. E repetindo o sucesso de seu conterrâneo, surpreendeu por seu sabor seco, levemente frutado e de acidez super balanceada, o que pra mim é o principal atributo. Os aromas trouxeram lembranças de frutas tropicais, com abacaxi e melão se destacando.
O patê de sardinhas estava, pra variar, excelente. Delicioso ao ponto de trazer todas boas lembranças de um tempo mais simples e inocente. E o vinho desta vez foi realmente um mero coadjuvante, se bem que até tentou roubar a cena. Quase conseguiu, por se tratar de um branco especialmente agradável, digno de ser degustado em muitas outras ocasiões
Wine Cartoons
Bob Johnson desenhou durante 16 anos cartoons para a S.F. Pacific Wine Company. De humor ácido e muito perspicaz, a marca, por meio das peças, ironizava o próprio mercado vinícolo e seus clichês. Vale conferir todos aqui neste link.
A vez dos brancos
Sou um grande apreciador de vinhos tintos. Mas, confesso que as variações de brancos, rosés, espumantes estão aos pouquinhos conquistando meu gosto. E como pensar em outro vinho que não fosse um branco gelado num dia como o que fez hoje aqui em Joinville; 32 graus, piscina com a família e petisquinhos da Dona Márcia para alegrar o paladar!
O companheiro escolhido foi um Chapel White da sul-africana Robertson Winery, mais uma indicação certeira do enólogo e amigo Volnei Bastos. Seco, saboroso, acidez super balanceada, perfumado sem ser enjoativo e cor de um dourado muito especial. Agradou desde o primeiro gole, um vinho que transmite uma jovialidade envolvente e que se mostrou mais um parceiro ideal para os quentes dias de verão. Custa cerca de 2o reais e vale cada centavo. Pode ser adquirido online pelo site da Vinci. Você pode ver a ficha técnica neste link.
Sexy Wine
Vinhos sul africanos: uma linha do tempo

1652: Em 1600, o comércio de especiarias floresceu e os europeus navegaram em toda a África e rumo ao Oriente para encontrar os mais exótico temperos. A viagem era longa e difícil para os holandeses, que decidiram criar algo uma parada ao meio do caminho que permitiria que os marinheiros estocassem comida e vinho. Hoje, essa parada é conhecida como Cidade do Cabo.

1685: Constantia foi usada para produzir vinho, frutas, legumes e gado para os marinheiros em sua viagem ao Oriente. Vinhedos enormes foram cultivados e hoje é conhecida pela sua produção de alta qualidade que inclui vinhos como Shiraz e Merlot.

1689: A indústria do vinho na África do Sul foi muito influenciada pelos huguenotes franceses, muitos dos quais tinham vinhas na França antes de chegarem na África do Sul. Estes colonos foram alocando fazendas em Franschhoek, que em Afrikaans significa 'canto francês'.

1859: No fim do século 18, os vinhos de Constantia ganharam uma grande reputação em toda a Europa. A área logo caiu sob o domínio britânico e grandes quantidades de vinho foram exportadas para a Grã-Bretanha. Isso foi ótimo para a indústria, mas em 1860 um acordo de livre comércio foi assinado entre a França e a Grã-Bretanha que levam a um aumento das exportações da França e limitam as da África do Sul.

1994: Durante a maior parte do século 20, o cenário vinífero da África do Sul recebeu muito pouca atenção no cenário mundial. Não foi até antes do início de 1990, quando terminou o apartheid que o mercado mundial abriu os olhos aos vinhos Sul-Africanos e o país começou a experimentar um renascimento de sua indústria..
Belíssimo trabalho de arte e pesquisa que destaca cinco fatos marcantes na história do vinho na África do Sul. Criação de um restaurante sul africano em Atenas, Grécia, chamado Kozi’s.



















