Uma sacada muito criativa do americano John Paulick: o WineHive. Assumidamente inspirado nas colméias de abelhas, o WineHive é um engenhoso sistema modular de armazenamento de garradas de vinho. Ele está tentando levantar os fundos necessários para a fabricação do mesmo via o site KickStarter e está quase lá!
Arquivo do mês: março 2012
O lindo trabalho de Leon Dupin
Leon Dupin foi um artista gráfico francês que entre as décadas de 20 e 40 fez muito sucesso com seus belos cartazes para marcas de vinhos, cervejas e tabaco. Segue alguns posters garimpados na internet, com a assinatura desse mestre. Algumas réplicas podem ser adquiridas em sites especializados como o AllPosters.com
A primeira vez a gente nunca esquece
Então, hoje chegou às minhas mãos a Revista Premier de março. A publicação, que é referência na região de Joinville quando se trata de colunismo, consumo de alto padrão, novidades, gastronomia, moda e comportamento, abriu um espaço generoso para que esse humilde escriba pudesse falar sobre a paixão de muitos: o vinho.
E logo de cara, um desafio que eu mesmo me lancei: como a edição era sobre os 161 anos de nossa cidade, resolvi escrever sobre um vinho-fantasia, um vinho chamado Joinville. As analogias descritas no texto são aquelas que me acompanharam durante esses mais de 30 anos que vivo esse pedaço de Brasil muito particular.
Reproduzo aqui, o texto inaugural de minha coluna. Espero que curtam, tanto os amigos que conhecem a cidade quanto meus leitores de outras bandas.
E se Joinville fosse um vinho?
Eis que, a convite do editor Haroldo Marinho, chego para escrever sobre um dos meus assuntos preferidos, o vinho. Ahh… os vinhos! Pura poesia engarrafada. O néctar dos deuses. O sangue de Cristo. O que liberta as verdades mais secretas dos humanos, in vino veritas… O que mais me fascina nesse mundo de mais de 8.000 anos de idade, que nasce nas humildes uvas e finge morrer em taças nobres ou não, é o poder de associações que um simples gole desperta em nossas mentes. Desde frutas, flores, madeiras e especiarias, até resquícios de momentos só nossos como um dia especial na praia, uma lembrança furtiva de um amor não correspondido ou uma viagem marcante da adolescência. Afinal, como disse Pasteur: “existe mais filosofia em uma garrafa de vinho que em todos os livros“.É feito de ingredientes que libertam as características sensoriais, físicas e psicológicas que se não regem diretamente nossa vã existência, fazem parte idelével da mesma. Por isso que vinho, vida, memórias e habitat têm tudo a ver. E para provar esse argumento que pode soar absurdo para algumas pessoas, me permiti a licença poética de imaginar e compartilhar com os amigos leitores: e se Joinville fosse um vinho, como ele seria?
Na minha opinião de enófilo dedicado e de cidadão que interage com essa cidade sui generis desde os meados dos anos 70, Joinville seria um vinho safra 1851, encorpado, em função do seu alto PIB e por se tratar de uma potência empresarial. Robusto, porém muito bem equilibrado graças a presença da Escola Bolshoi que traz harmonia e balanço ideais. É fruto de um terroir de composição muito interessante pela sua mescla única de sedimentos milenares dos Sambaquis e de terras nobres do Príncipe François Ferdinand. Resultou num blend harmonioso de etnias que ajudaram em uma maceração perfeita.
Traz em sua essência um bouquê bem aromático, com notas florais, afinal Joinville é ainda a Cidade das Flores, sim!, e um toque de cuca de banana recém-assada. Na boca, revela um delicioso sabor de geléias coloniais de frutas frescas. Um vinho flexível, fácil de se gostar e que vai bem com, desde pratos da culinária internacional dos vários ótimos restaurantes da cidade, até as iguarias de boteco em um final de tarde.
Concluindo, se Joinville fosse um vinho, seria daqueles que merecem um lugar especial nos corações-adegas das pessoas que aqui vivem. E que, principalmente, possa ser guardado com todo carinho e cuidado para quando vier a ser consumido, que seja em harmonia com grandes realizações e com um senso de retribuição e gratidão.
Rolha para os bichanos
Mais uma reutilização bacana para as rolhas sacadas de nossos sagrados vinhos. Essa vai especialmente para os enófilos que tem em casa bichos de estimação, principlamente gatos. Transformados em brinquedinhos, as rolhas ganham uma nova vida útil (bem breve, dependendo das garras) e promete transformar seu animalzinho em companheiro de degustação.
Esculturas Criativas
Falar o quê além de balbuciar algumas palavras de admiração pelo trabalho desse site. Esculturas feitas somente de materiais e peças recicladas que viram porta-garrafas de vinho, com wine stoper e tudo. Fantásticas as obras!
Opinião coerente sobre a salvaguarda
Reproduzo aqui para os leitores interessados no assunto, o ótimo ponto de vista da jornalista Daniela Moreira da Exame. Dica enviada por Ricardo Prochnow, assíduo leitor e colaborador do blog.
Quem paga a conta da proteção ao vinho nacional?
São Paulo – O governo está cogitando afogar as mágoas do produtor nacional de vinhos com um pacote de medidas de salvaguarda que poderão encarecer ou dificultar a chegada dos rivais importados ao copo do brasileiro. Mas, na opinião de analistas de mercado, a festa pode acabar em ressaca. De acordo com dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (Mdic), o Brasil importou 77,6 milhões de litros de vinho em 2011, quase o dobro do volume importado em 2004, que foi de 39,1 milhões de litros. Em contrapartida, a indústria nacional patinou no mesmo período. As vendas dos produtores do Rio Grande do Sul, que respondem pela maior parcela da produção brasileira, empataram nos 19 milhões de litros – após atingirem o pico de 22 milhões em 2006, foram recuando ao longo dos anos até voltarem no ano passado ao mesmo nível de 2004.
Diante do avanço dos estrangeiros no mercado, o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (Mdic) estuda adotar medidas de salvaguarda para dar vantagem competitiva à indústria nacional durante três anos, incluindo o estabelecimento de cotas de entrada para produtos estrangeiros e um possível aumento do imposto de importação de 27% para 55%. Mas o que, à primeira vista, pode parecer motivo para brinde, corre o risco de terminar em dor de cabeça para os próprios produtores nacionais. Após os duros anos de reserva de mercado, os vinhos importados começaram a ganhar popularidade no Brasil ao longo da década de 1990. Junto com a invasão dos rótulos estrangeiros, veio um amadurecimento dos consumidores e da própria indústria nacional.
“A entrada dos vinhos argentinos e chilenos a taxa zero forçou uma profissionalização do mercado brasileiro nos anos 2000, com investimentos na contratação de enólogos e em novos métodos de poda e colheita, maquinários, barris, garrafas, rótulos, transporte, acondicionamento e até nos pontos de venda. Isso impactou muito na qualidade do produto final”, avalia Túlio Rodrigues, coordenador do curso Negócios do Vinho da FGV.
Além de ter melhores vinhos nacionais à disposição, o consumidor brasileiro passou a encontrar uma maior variedade de importados a preços interessantes nas prateleiras, principalmente após a crise de 2008, que impactou o consumo interno do mercado europeu e fez com que mais rótulos do velho continente encontrassem seu destino final nas mesas brasileiras. “O mercado ficou mais competitivo e o consumidor mais educado, exigindo mais dos produtos”, explica Rodrigues. Mas este avanço pode ser prejudicado com uma alta nos preços, na avaliação de especialistas do setor. “É uma medida que protege os produtores de vinho, mas é péssima para o consumidor. O vinho brasileiro não vai ficar mais barato, pelo contrário, a média de preços vai subir. O consumidor vai ter um espectro de qualidade e variedade menor”, aponta Alberto Bueno, da Prospectiva Consultoria.
Para os analistas, o consumo de vinhos no Brasil, que já é baixo (a média anual per capta aqui é de 2 litros, enquanto em países como França, Itália e Portugal supera os 40 litros per capta), pode ser ainda mais impactado pela estratégia. “Com este tipo de medida, o consumidor tem menos incentivo a comprar o produto e toda a indústria perde”, opina Rodrigues.
O caminho das uvas
Para o professor, o caminho para o sucesso do vinho nacional está na receita adotada por países que se tornaram referência no mercado mundial nas últimas décadas, como Nova Zelândia, Austrália, África do Sul e Chile. O salto de competitividade destes países veio da introdução de novas técnicas produção aliadas à criação de leis que incentivaram o cultivo e a produção local, com estratégias de marketing globais muito bem elaboradas arrematando o ciclo.
Segundo Carlos Paviani, diretor-executivo do Ibravin (Instituto Brasileiro do Vinho), a indústria brasileira está fazendo sua lição de casa e deve investir 18 milhões de reais na modernização do setor e outros 15 milhões de reais na promoção e divulgação do produto nacional como contrapartida às medidas de salvaguarda. “Hoje a participação do vinho nacional no mercado é de menos de 20%. Se conseguirmos dobrar esse número ou até aumentar em 50% nestes três anos, já seria ótimo”, diz.
Embora no momento o governo esteja apenas estudando a proposta, Paviani disse que o setor está confiante de que as medidas serão aprovadas. A demanda principal, de acordo com o produtor, não é o aumento dos impostos, mas sim o estabelecimento de cotas de importação. “Isso deve fazer com que produtos de melhor qualidade cheguem ao mercado, pois os importadores serão mais criteriosos na hora de comprar”, argumenta. A associação defende que os produtores europeus desovam no mercado brasileiro produtos de qualidade inferior, a preços que inviabilizam a competição, e que os três anos de salvaguarda dariam aos produtores locais fôlego para se reestruturar e competir em condições mais justas. O alvo, ao que parece, são principalmente os países europeus, já que Argentina e Chile não serão impactados pelo acordo – a primeira por fazer parte do Mercosul, e o segundo por ter um acordo de tarifa zero com o Brasil, que não seria invalidado pelas medidas.
Para Celina Ramalho, professora da Escola de Administração de Empresas da Fundação Getúlio Vargas (FGV-EAESP), a demanda é justa. “O protecionismo permite que indústrias nascentes se desenvolvam melhor. Quando abre, a pujança é maior. Foi assim que os asiáticos conseguiram se estabelecer no mercado global e se tornar competitivos”, defende. “É a hora e a vez do Brasil se posicionar no mundo”, acrescenta.
Mas, mesmo que a indústria saia fortalecida deste período de “reabilitação”, quem pode acabar com um gosto amargo no copo é o consumidor.
Salvem o Miguel!
Nosso correspondente em Portugal, José Antonio Baço, enviou mais essa dica super legal: a campanha Salvem o Miguel visa destacar os atributos de qualidade e os benefícios ecológicos e econômicos da boa e velha rolha de cortiça. O vídeo conta com o ator Rob Schneider e sua busca pelo Miguel
O vinho do Lemmy!
Os meus “amigo pira”…
Quem diria que uma das bandas favoritas da galera do Basemops, de Joinville, lançaria seu próprio vinho?
É isso mesmo, o Motörhead lançou um Shiraz. E o Lemmy diz: “Meu conselho é… se aproxime com cautela. Quero dizer, vinho é traiçoeiro. Qualquer coisa pode acontecer”. Se isso tudo já não bastasse para que os amantes do bom e velho rock & roll (e vinho!), comprando 6 garrafas ou mais, ainda rola uma camiseta de brinde. WOW! Por enquanto, só entregam em alguns países do velho continente… Mas temos amigos em Portugal e Alemanha, parentes em Malta e por aí vai


















