Penfolds Ampoule Project, uma ideia de R$ 320 mil.

Para envasar um vinho legendário, a Penfolds encomendou a um dream-team de artesões a tarefa de criar a embalagem que traduzisse de maneira plena todos seus atributos. Assim nasceu o Ampoule Project, algo espetacular tanto na confecção quanto no resultado final. Foram produzidas apenas 12 garrafas do Block 42 Kalimna Cabernet Sauvignon 2004, cada uma custando 320 mil reais, incluído no preço a viagem do winemaker da Penfolds para abrir a garrafa quando o dono da mesma decidir. Acompanhe no vídeo o making dessa verdadeira obra de arte.

A ficha técnica da extravagância pode ser baixada aqui.

Wine tattoo, o vinho no corpo

Eu adoro vinho. Mas, não sei se seria capaz de demonstrar essa adoração impressa no corpo na forma de tatuagens. Vasculhando a sra. Grande Rede descobri algumas figuras que, sim!, tatuaram o amor pelo vinho ou por alguma de suas referências. Que vocês acham, amigos?

Observação: as fotos foram garimpadas pelo Google Image pra ilustrar um post que fala de quem tatua vinho e uva no corpo sem abordar nenhum aspecto pessoal… Por isso mesmo não citei nomes nem nada. Se alguém se identificar e não quiser que sua imagem conste nesse post, por favor solicite a remoção da mesma que será feita ASAP.

Um apreciador de monocastas

Não perguntem a razão, mas sou um apreciador de vinhos monocasta (ou monovarietal). Deve ser aquela coisa do “gosto não se discute”. É certo que ainda não são tão comuns em Portugal, mas já é possível encontrar muitas marcas no mercado. A qualidade é muito interessante, apesar de os preços ainda estarem em patamares um pouco acima dos vinhos mais comuns.
Trincadeira é a casta que mais aprecio. A escolha não foi pensada, simplesmente aconteceu. Depois de uma passagem ao acaso pela loja da Casa Cadaval, em Muge (DOC Tejo), experimentei o Trincadeira dessa vinícola ribatejana e percebi que estava ali um universo de sabores a descobrir. A casta trincadeira é uma das mais tradicionais e antigas cultivadas em regiões do país como o Alentejo, Douro e Península de Setúbal.
Os especialistas gostam de dizer que são raras as castas capazes de produzir bons vinhos a solo. E que representam uma forma de defesa para o consumidor menos conhecer de vinho. Acho que eles devem saber o que dizem. Eu sei apenas o que bebo. E gosto dos monocastas que, por sinal, não se esgotam no trincadeira. É possível encontrar bons exemplares de monovarietais como Syrah, Alicante, Aragonês, Merlot, entre outros (tenho bebido especialmente os vinhos da Casa Ermelinda Freitas, de Palmela).
Monocasta? Ora, melhor que esperar a critica do crítico… é experimentar e decidir por você mesmo.

Çobo Keshmer, um vinho albanês surpreendente

Quando a gente pensa que tá começando a entender um pouquinho do mundo do vinho, aparece um tinto albanês e nos joga lá pro início de novo! Foi assim nesse Domingo, quando em um almoço na casa do meu pai, daqueles churrascos que ele gosta de fazer, que degustamos um vinho inusitado: um tinto albanês chamado Çobo Keshmer. Esse tipo de aventura só é possível por causa do internacional Jordi Castan, amigo catalão-brasileiro (e espanhol quando a Fúria joga e ganha) que sempre lembra de trazer um vinho diferente de cada canto do mundo que ele visita. Foi por causa dele que descobri o maravilhoso vinho peruano, por exemplo.

Berat, a cidade do vinho albanês

Voltando ao albanês: ele é produzido na cidade Berat (foto acima) patrimônio cultural da humanidade pela Unesco, que fica encravada em umas colinas, a cerca de 130 km sul da capital Tirana. A família Çobo, que significa literalmente “vinicultores” em albanês, se vangloria de uma tradição centenária na produção de vinhos finos, 100% realizada em suas propriedades nessa região. No site tem um video todo elegante que destila nas imagens o orgulho do pessoal em relação ao terroir e produto., inclusive pelo que pude perceber, com citações e testemunhais de poetas e estadistas como Romano Prodi.

Um vinho albanês. E sim, muito bom!

Na mesa para acompanhar esse presente sem igual que nos proporcionou Jordi, eu e meu pai começamos com uma linguiça de presunto Jamón, uma iguaria catalã lá das terras do amigo Castan. Com uma capa de pimenta, serviu para deixar alerta nosso paladar para o vinho que, pela composição de seu blend que leva Cabernet, Merlot e a variedade local Shesh i Zi, pedia comidas ricas em especiarias e claro, assados de carnes de sabor bem marcantes.

Linguiça de presunto Jamon com pimenta, marca Josep Llorens

A tal carne de sabor marcante e condimentada que viria ser o par perfeito para nosso vinho, estava sendo preparada na grelha. Uma bela perna de carneiro, temperada com 24 horas de antecedência pelo seu Irineu, meu pai. Uma delícia que fez o vinho crescer e se desenvolver à mesa, trazendo lembranças dos bons vinhos piemonteses que bebíamos aos pés dos Alpes, em 1997. Foi uma opinião comum e uma das poucas vezes que eu e meu velho concordamos em algo de primeira :-)

Perna de carneiro bem temperada, espetacular

Ah… esse mundo do vinho. A gente se prende às vezes, em sua geografia restrita a uma dúzia de países, mas graças aos amigos, graças às mentes abertas que buscam o novo sem se contentar com a rotina, podemos descobrir coisas inéditas e surpreendentemente deliciosas. Um brinde a esse mundo maravilhoso, um brinde aos vinhos de países fora do mainstream. Um brinde à vida e aos amigos!