Longview The Piece, a street art invade o mundo dos vinhos

A vinícola australiana Longview encomendou ao street-artist Beastman a embalagem para seu novo vinho, o The Piece Shiraz. O resultado é uma lata de spray que serve de caixa para o vinho, que tem o rótulo grafitado pelo artista. How cool is that?

Wine Run, a corrida do vinho

Vem aí um evento super criativo, que promete harmonizar esporte e enogastronomia de maneira definitiva: a Wine Run.  meia maratona será realizada em Bento Gonçalves e nas palavras dos organizadores “ingressa no mercado posicionando-se como um evento full service, oferecendo um leque de opções num verdadeiro entretenimento esportivo. Ações inovadoras integrando o pedestrianismo e o estilo de vida vinho segmentam e posicionam esse evento como um boutique style run. O evento também promete inovar no merchandising com medalhas feitas de cortiça, pórticos com estrutura de barricas e pupitres na comunicação visual.

E agora o mais bacana para nós amantes do mundo do vinho e que adoramos ficar por dentro das novidades: o blog contará com um participante, o amigo Leandro Krieger, que além de representar a cidade de Joinville na corrida, enviará fotos e relatos direto do Vale dos Vinhedos. Run, wine, run!

 

Wineversário de 1 ano: os posts mais gostosos!

Reproduzo aqui os 5 posts que realmente foram uma festa para nosso paladar. Boa comida, bons vinhos e a melhor companhia: não existe combinação mais deliciosa!

1. FERIADÃO DE PÁSCOA

2. COMENDO EM BUENOS AIRES

3. RISOTO DA MAMÃE

4. A VINGANÇA DA SARDINHA

5. VIAJANDO SEM SAIR DE CASA

E se os candidatos a prefeito de Joinville fossem vinhos?

Reproduzo um texto que escrevi para o blog Chuva Ácida aqui de Joinville, uma visão fantasiosa de como esse colunista degustaria cada candidato a prefeito caso os mesmos fossem vinhos.

E se os candidatos a prefeito fossem vinhos?

Marco Tebaldi
Aquele vinho gaúcho barato fabricado no fundo de quintal, que em algum momento fez sucesso na nossa cidade por ter sido exaltado por um figurão da vida pública, famoso por enfiar goela abaixo os rótulos que carrega consigo. Deixou uma turma de fãs fiéis e enebriados, que volta e meia clama por sua volta nos bares da vida, sem saber (ou querer saber) que existem vinhos de custo x benefício bem melhores por aí. Carece de elegância, corpo e consistência. Aroma enjoativo, dizem que no final sempre vai bem com pizzas, apesar da dor de cabeça ser quase certa no dia seguinte.

Udo Dohler
Proveniente de um terroir nobre da cidade, essa espécie de riesling tupiniquim é um vinho de muita grife mas limitadíssimo nas harmonizações mais populares. Investe pesado agora em uma manobra de marketing para fazer com que o bebedor comum adote-o no dia-a-dia. Sua presença ainda causa algum frisson em mesas mais nobres. É vinho que, por suas características naturais, já passou do tempo de ser bebido. Alguns podem arriscar a consumir mesmo assim, mas não é aconselhável presenteá-lo a enófilos mais exigentes. Apesar de tudo, é o novo rótulo queridinho do figurão citado acima, o que lhe garante ainda uma fatia do mercado.

Kennedy Nunes
Ah, o vinho de garrafão. 5 litros de puro sumo de uvas de segunda, açúcar e alcool. As massas ‘pira’! É barato, facinho de tomar e por isso tem o poder de encantar uma grande parcela dos bebedores. Faz a alegria nas grandes mesas, onde o pessoal está mais preocupado com a aparência daquilo que estão bebendo do que propriamente com a qualidade do conteúdo. Afinal, qualquer vinho em uma taça é mais chique do que cerveja, pelo menos no visual, não é mesmo? Aí é que mora o perigo desses vinhos de garrafão. Onde alguns vêem alguma chinfra, eu vejo uma estrutura e corpo rasíssimos. Deve ser muito bom para se fazer aquele sagu de fim de semana, mas nada mais elaborado do que isso.

Carlito Merss
O famoso ‘vinho da casa’. Não tem lugar onde você vá hoje em dia que não tentam te empurrar uma taça desse tinto polêmico, às vezes a jarra inteira. Maturou por tanto tempo, que ao longo dos anos perdeu muito de seus atributos iniciais, inclusive sua cor rubra desbotou um pouco. Como todo ‘vinho da casa’, não se sabe o que está passando no processo de vinificação e nem como foi engarrafado e distribuído. O que contribui com a confusão que se formou entre seus primeiros consumidores, que sempre esperaram que ele evoluísse em um baita vinho, daqueles que dá prazer de servir aos amigos. Terá mais uma chance de ganhar admiração, mas por enquanto é apenas um vinho que não mostrou a que veio.

Leonel Camasão
É praticamente um vinho da Romênia. A gente até sabe que existe, mas não conheci ninguém que tenha degustado um.”

Desce redondo

O tema de hoje é o vinho tinto alentejano Porta da Ravessa. Nem tanto pela bebida em si, produzida a partir das castas trincadeira, aragonês, alicante bouschet e castelão, mas pelo nome e a imagem. Há uma história por trás da concepção do rótulo desse vinho, o que é sempre motivo de interesse para os apreciadores, mas ainda mais para publicitários e profissionais de marketing.
A Porta da Ravessa, também chamada Porta do Sol, identifica a entrada nascente da muralha do Castelo de Redondo, uma pacata e agradável cidade do Alentejo, a 170 quilômetros de Lisboa. O rótulo mostra uma fotografia construção, edificada no século XIV. E com o devido tratamento de Photoshop, como podem ver na imagem.

O vinho produzido pela Adega Cooperativa do Redondo, que tem uma razoável relação preço/qualidade (custa cerca de 7 reais), pode ser encontrado em todos os supermercados e é um campeão de vendas em Portugal. Sempre que posso, dou uma escapadela até à cidade do Redondo para um almoço no restaurante Porfírio’s. E, estando na cidade, não dispenso um Porta da Ravessa. Não é dos meus favoritos, mas desce redondo.

Degustação de vinhos por R$ 1,99!

Esse mundo do vinho não seria tão divertido sem a criatividade de pessoas como o Mario da Adega di Bacco. Um eterno inquieto e inconformado com o status quo do mercado de vinhos local, sempre inventa algo para agitar e perpetuar a sua marca de inovador na cidade de Joinville. A mais nova do camarada foi uma sacada que sinceramente não vi em lugar nenhum até hoje:

uma degustação de 10 belos rótulos de vinhos para 50 convidados. O preço? R$ 1,99 por pessoa!

Estavam à disposição vinhos portugueses, espanhóis, argentinos, franceses e até um australiano muito envolvente que me fez levar uma garrafa para casa. Uma jogada de marketing inteligentíssima, que atraiu um patrocinador interessado no público presente e que acabou possibilitando, com seu apoio, a cobrança de um valor simbólico da degustação. O fino para uma noite de quarta-feira.

O australiano que caiu no gosto da galera.

Variedade de rótulos.

Tudo bem explicadinho.

BOMBOU! Um evento pra comprovar que criatividade nunca é demais. E que ficar esperando os clientes surgirem do nada ou as coisas acontecerem sozinhas não é a melhor estratégia.