Reproduzo aqui os 5 posts que realmente foram uma festa para nosso paladar. Boa comida, bons vinhos e a melhor companhia: não existe combinação mais deliciosa!
Arquivos da Categoria: Amigos pelo Mundo
O passaporte dos vinhos italianos
As lojas Good Buy do Aeroporto de Roma lançaram essa ideia super legal para divulgar os vinhos italianos: o Passaporte dos Vinhos. Bem no clima de viagem / aeroporto / etc., a peça traz em italiano e inglês, dezenas de opções de vinhos italianos, devidamente organizados em Melhores Custo x Benifício, Clássicos, Premium e Espumantes, Prosecchi e Doces, com dicas de harmonização, temperatura de serviço e até mesmo que taça usar. Mais um mimo do Jordi Castan, que nunca esquece dos amigos em suas viagens. Ah, e que legal: você pode baixar uma versão eletrônica clicando aqui!
Çobo Keshmer, um vinho albanês surpreendente
Quando a gente pensa que tá começando a entender um pouquinho do mundo do vinho, aparece um tinto albanês e nos joga lá pro início de novo! Foi assim nesse Domingo, quando em um almoço na casa do meu pai, daqueles churrascos que ele gosta de fazer, que degustamos um vinho inusitado: um tinto albanês chamado Çobo Keshmer. Esse tipo de aventura só é possível por causa do internacional Jordi Castan, amigo catalão-brasileiro (e espanhol quando a Fúria joga e ganha) que sempre lembra de trazer um vinho diferente de cada canto do mundo que ele visita. Foi por causa dele que descobri o maravilhoso vinho peruano, por exemplo.
Voltando ao albanês: ele é produzido na cidade Berat (foto acima) patrimônio cultural da humanidade pela Unesco, que fica encravada em umas colinas, a cerca de 130 km sul da capital Tirana. A família Çobo, que significa literalmente “vinicultores” em albanês, se vangloria de uma tradição centenária na produção de vinhos finos, 100% realizada em suas propriedades nessa região. No site tem um video todo elegante que destila nas imagens o orgulho do pessoal em relação ao terroir e produto., inclusive pelo que pude perceber, com citações e testemunhais de poetas e estadistas como Romano Prodi.
Na mesa para acompanhar esse presente sem igual que nos proporcionou Jordi, eu e meu pai começamos com uma linguiça de presunto Jamón, uma iguaria catalã lá das terras do amigo Castan. Com uma capa de pimenta, serviu para deixar alerta nosso paladar para o vinho que, pela composição de seu blend que leva Cabernet, Merlot e a variedade local Shesh i Zi, pedia comidas ricas em especiarias e claro, assados de carnes de sabor bem marcantes.
A tal carne de sabor marcante e condimentada que viria ser o par perfeito para nosso vinho, estava sendo preparada na grelha. Uma bela perna de carneiro, temperada com 24 horas de antecedência pelo seu Irineu, meu pai. Uma delícia que fez o vinho crescer e se desenvolver à mesa, trazendo lembranças dos bons vinhos piemonteses que bebíamos aos pés dos Alpes, em 1997. Foi uma opinião comum e uma das poucas vezes que eu e meu velho concordamos em algo de primeira
Ah… esse mundo do vinho. A gente se prende às vezes, em sua geografia restrita a uma dúzia de países, mas graças aos amigos, graças às mentes abertas que buscam o novo sem se contentar com a rotina, podemos descobrir coisas inéditas e surpreendentemente deliciosas. Um brinde a esse mundo maravilhoso, um brinde aos vinhos de países fora do mainstream. Um brinde à vida e aos amigos!
Dias de vinho e tango em Buenos Aires
Amigos, o blog Veni, Vidi, Vinho embarca para uma viagem a Buenos Aires. Serão 5 dias que me ausentarei das postagens regulares mas que estarei registrando novas e deliciosas aventuras enogastronômicas. Então, até semana que vem. Quero ver todo mundo ligado, porque a expectativa é de posts muito bacanas!
Licor de Tannat, deliciosa descoberta
Muito bom, mas muito bom mesmo a gente ter uns amigos como o Jean Vendrami. Dia desses, em uma passagem por Montevideo, Jean se lembrou de mim e do blog e num ato de extrema generosidade que só os amigos são capazes de cometer, trouxe de presente uma garrafa do esplêndido Licor de Tannat Família Deicas. Após, degustar uma tacinha desse vinho licoroso, e me apaixonar instantaneamente pelo seus aroma e sabor marcantes, fui pesquisar mais sobre ele na Internet. Descobri que essa marca, Familia Deicas, é o primeiro licor de Tannat do mundo e pertence ao grupo Juanicó. É produzido seguindo um processo muito parecido com o do vinho do Porto, o que realmente vai agradar a quem gosta desses vinhos doces, licorosos, indicados para finalizar uma ótima refeição. Mais uma deliciosa descoberta que pede um brinde à amizade.
Baco sem Frescuras, por José Antonio Baço
Eis que o amigo José Antonio Baço nos brinda nessa manhã fria de outono com um texto muito criativo e divertido. Segue a opinião dele sobre os “blá-blá-blás” do mundo do vinho.

BACO SEM FRESCURAS
Tenho um amigo que não gosta nadinha de vinho. Aliás, só há uma coisa que ele detesta ainda mais: os caras que fazem do vinho uma espécie de culto religioso. Ok, não concordo no que se relaciona à bebida em si, porque sou um apreciador. Mas acho que ele tem uma certa razão neste ponto: tem neguinho por aí que fala do vinho como quem está defendendo uma tese de doutorado.
Não dá para disfarçar. Há muita frescura. Há muito pedantismo. Há muita afirmação de status. Tem uns caras que tentam elevar a simples degustação de uma bebida a uma ciência reservada a poucos experts. Que besteira. Quando estou à frente de um copo de vinho, eu bebo. Mas esses sujeitos de má safra não se limitam a beber e têm que vomitar um discurso sobre o terroir, as castas, os taninos, o nariz e o escambau.
É muita parra para pouca uva.
ORGANOLÉPTICO – Ok, a escolha de um vinho impõe algum conhecimento e exige um certo ritual. Mas tem “especialista” que exagera na dose. Para começar, há uns tipos que não chamam a coisa de “beber”, mas experiência “organoléptica”, uma coisa para os sentidos (visão, olfato e paladar). É um porre.
O leitor e a leitora já leram avaliações críticas de um vinho? É um universo paralelo, cheio de prosódias flácidas para dormitar bovinos. Os tipos falam uma língua próxima do patagonês. Vejam alguns exemplos de crítica de vinho que encontrei por aí:
• Nariz fino, equilibrado e delicado. A componente mineral, a lembrar apara de lápis, combina com um aroma alicorado a fruta e com couro fino.
• Matiz intenso que refrata a luz, deixando passar apenas a luminosidade exata para revelar o seu corpo denso e aveludado.
• Aromas complexos que destacam a groselha negra e cedro, com apontamentos a caixa de charutos e lápis. Desenvolve-se no copo, somando aromas a framboesa, amoras e pimenta.
• O estilo próprio é completado por nuances a lagar e a pimentão – uma paixão.
• Revela, para além dos frutos vermelhos, especiarias com notas de alcatrão e muito tabaco no nariz. Palato cheio e redondo.
• Uma cor lindíssima com os tons escuros de ameixa preta a esbaterem-se num menisco dominado por tons violáceos muito intensos.
ANEDÓTICO – Apara de lápis? Lagar? Couro? Menisco? Caixa de charuto? Alcatrão? Catso, eles não estavam falando de vinho? Aliás, apenas para sacanear, uma dessas “análises” aí atrás fui eu que inventei. Os textos são anedóticos e eu apenas entrei no espírito para escrever. Dá para adivinhar qual é o meu texto?
Aí o leitor e a leitora que curtem esses salamaleques vão dizer que os caras são estudiosos e não sei mais o quê. Tolice. Os tipos fogem de provas cegas como o diabo foge da cruz. Já vi resultados de provas cegas (não há qualquer informação sobre os vinhos) em que os caras se desmanchavam em elogios para vinhos de 10 reais e diziam que o vinho de 500 reais é uma porcaria.
Eu fico com a minha própria crítica. É tudo uma questão de gosto. E gosto.
É como diz o velho deitado: “Para bom bebedor, meia garrafa basta?”
Salvem o Miguel!
Nosso correspondente em Portugal, José Antonio Baço, enviou mais essa dica super legal: a campanha Salvem o Miguel visa destacar os atributos de qualidade e os benefícios ecológicos e econômicos da boa e velha rolha de cortiça. O vídeo conta com o ator Rob Schneider e sua busca pelo Miguel
O vinho do Lemmy!
Os meus “amigo pira”…
Quem diria que uma das bandas favoritas da galera do Basemops, de Joinville, lançaria seu próprio vinho?
É isso mesmo, o Motörhead lançou um Shiraz. E o Lemmy diz: “Meu conselho é… se aproxime com cautela. Quero dizer, vinho é traiçoeiro. Qualquer coisa pode acontecer”. Se isso tudo já não bastasse para que os amantes do bom e velho rock & roll (e vinho!), comprando 6 garrafas ou mais, ainda rola uma camiseta de brinde. WOW! Por enquanto, só entregam em alguns países do velho continente… Mas temos amigos em Portugal e Alemanha, parentes em Malta e por aí vai
Em breve, vinho de Angola?
Dica do meu super amigo Roberto Pascoal:
A Sogrape, empresa vinícola portuguesa, está em fase de estudo sobre a capacidade dos terrenos agrícolas para o cultivo da vinha e produção de vinho angolano e já pesquisa o mercado para obter eventuais parcerias.
A informação foi divulgada por Salvador Guedes, administrador da Sogrape. A empresa já produz vinhos no Chile, Argentina e Nova Zelândia, admitindo investir agora em Angola. A Sogrape exporta vinhos portugueses para o país africano, que representa um faturamento de em média de 8 milhões de euro. Números que representam quatro por cento da exportação da Sogrape, logo com grande potencial para fazer essa margem crescer. Salvador Guedes esclareceu que existe uma escolha exclusiva de vinhos para o mercado angolano, por norma mais adocicados. A Sogrape opera em 126 países e tem no seu portfólio marcas como Casa Ferreirinha, Constantino, Gazela, Grão Vasco, Offley, Sandeman, Vila Régia, entre tantas outras.
Segue a fonte.
Palmela, Cidade Européia do Vinho
Dica do amigo José Antonio Baço, segue o vídeo que apresenta a cidade escolhida como a capital européia do vinho em 2012, a portuguesa Palmela. Uma extensa programação, que promete deleitar os amantes da boa mesa de todo o mundo.















