Ilustrações de Uvas Germânicas (1876)

Absolutamente fabuloso esse post do BibliOdyssey destacando em ilustrações algumas castas germânicas. Fazem parte de um atlas de 1876 sobre as uvas viníferas mais nobres da Alemanha e Áustria, na época.

Também conhecida como Pinot Noir

Blauer Burgunder. Também conhecida como Pinot Noir.

Blauer Kölner.

Früher blauer Wälscher. Também conhecida como Laska.

Früher Rother Velteliner. Apenas Veltliner na Italia.

Gelber Muskateller. A Moscatel branca.

Grüner Sylvaner, da família Riesling.

Röther Gutedel. Também conhecida como Chasselas.

Röther Velteliner, família da Riesling.

Weisser Mosler. Também conhecida como Furmint, dos Tokaj.

Amigos pelo Mundo: Shanya Koffke

Para inaugurar essa nova categoria de nosso blog, segue o relato da amiga Shanya Koffke direto da Alemanha, onde em sua comemoração de 1 ano de casamento ao lado de seu marido Adrianus Obers nos brinda com uma bela cena de um delicioso jantar regado a bons vinhos.

“Semana passada fiquei de escrever para o Alexandre Setter sobre o Federweißer, também conhecido como “Vinho Novo” aqui na Europa, produzido e comercializado (praticamente em todos os supermercados) apenas durante o outono; mas acabei deixando a garrafa resfriar mais um pouco (e o clima aqui também) para isto.

Pois bem, sábado 29 de outubro, em comemoração ao 1st Wedding Anniversary, segui com meu marido até a cidade de Schönwald (localizada no interior da Floresta Negra/Alemanha) para um jantar mais que especial no Hotel & Restaurante Dorer, com o Chef italiano Cerasola.

Passo longe (bem longe) de ser uma “sommelier”, mas fiz questão de anotar algumas sensações sobre os vinhos que lá experimentei sugeridos pelo próprio Chef como acompanhamento do Menu que ele nos ofereceu na ocasião, e agora estou aqui para compartilhar no blog Veni, Vidi, Vinho:

Como aperitivo, fui apresentada ao Crémant d’Alsace: um espumante branco francês da Região Alsácia, que faz fronteira com a Alemanha. Muito delicado o sabor, com um aroma cítrico e notas de florais. Uma coloração amarelo claríssimo, muito refrescante e leve como a maioria dos espumantes. Ótima sugestão para abrir o apetite!

Crémant d’Alsace
Tipo: Branco
Produtor: René Mure
País/Região: França/Alsácia
Uvas: Pinot Blanc
Graduação Alcoólica: 12,5%
Temperatura de Serviço: 7°C
Safra: 2007

Acompanhado da entrada (terrine de fígado de ganso refinado com trufas, bouquet de salada ao molho cumberland e brioche caseiro) veio à mesa o Beerenauslese St. Patrick, Kaiserstuhl, juntamente com uma garrafa de Schwarzwaldsprudel (água com gás da Floresta Negra).
O vinho é um verdadeiro perfume de primavera -­‐ fascinante. Além de uma coloração amarelo dourado e de consistência licorosa (bastante concentrado, o que dá um toque especial) o sabor doce suave de fruta e talvez uma pitada de mel combina muito bem com o álcool, que por sinal é muito sutil ao paladar. Aprovadíssimo!

Beerenauslese St. Patrick
Tipo: Branco
Produtor: Weingut Johner
País/Região: Alemanha/Marienthal
Uvas: Pinot Gris, Pinot Blanc, Chardonnay, Sauvignon Blanc.
Safra: 2004

Como o prato Intermediário (sopa cremosa de lagosta com caudas de lagostim) e o principal (medalhões de filé mignon grelhados com cogumelos porcini em molho de creme de ervas e tagliatelle) fomos agraciados com o Feudo Maccari Nero d’ Avola.Este vinho tem um perfume intenso, elegante e persistente ao olfato; a sua coloração é violeta escuro, o sabor seco e levemente ácido. Aqui poderia se dizer vollmundig, um vinho bastante encorpado. Confesso que neste momento precisei calibrar o teor alcóolico com mais água. Mas o vinho depois combinou muito bem com o Menu.

Feudo Maccari Nero d’ Avola
Tipo: Tinto
Produtor: Nero D Avola
País/Região: Itália/Sicillia
Uvas: 100% Nero d Avola
Graduação Alcoólica: 14%
Temperatura de Serviço: 16°C
Safra: 2007

Para finalizar, a sobremesa (creme de queijo fresco de cabra queimado com zuppa inglese). Eu podia ficar com um expresso ou escolher um Zibärtle. E, claro que, curiosa como sou, preferi o segundo. Não se tratava de um vinho (como o tema aqui), mas sim de um aguardente – o aguardente “10 anos de Floresta Negra”, cristal e doce (sabor de marzipan) com aroma de chocolate e extremamente alcoólico – 45%. Nem preciso dizer que voltei para casa quase levitando; mas a experiência, a comemoração, a companhia e todos os sabores vivenciados valeram muito a pena!

E sem ressaca no domingo.”