Ahh… as segundas-feiras. Aquele dia da semana tão incompreendido pelas pessoas que não gostam do que fazem e preferem “suar” nas redes sociais falando mal dela, ao invés de trabalhar para poder curti-la em sua plenitude.
Então… hoje, após um dia quente, abafado e tomado em seu fim de tarde por duas reuniões, chego em casa nesta (adivinhe) segunda-feira e peço para minha maravilhosa mulher Simone preparar um dos meus pratos preferidos: patê de sardinha com ovos cozidos.

Um sabor que me remete aos dias de escola, quando minha mãe preparava fartos sanduíches com essa iguaria, e que ao serem abertos durante os lanches do recreio, assustavam meus amiguinhos, que apavorados pelo odor tão característico e mal compreendido, corriam pelo pátio em direção à cantina para comprar coxinhas, risólis e outras frituras… Na época ficava deprimido, hoje penso ‘otários’.

Acompanhando, torradinhas, pimenta Tabasco e, óbvio, um vinho branco. Que mais uma vez, foi de uma vinícola sul-africana chamada Robertson Winery, agora o Chenin Blanc 2010. E repetindo o sucesso de seu conterrâneo, surpreendeu por seu sabor seco, levemente frutado e de acidez super balanceada, o que pra mim é o principal atributo. Os aromas trouxeram lembranças de frutas tropicais, com abacaxi e melão se destacando.

O patê de sardinhas estava, pra variar, excelente. Delicioso ao ponto de trazer todas boas lembranças de um tempo mais simples e inocente. E o vinho desta vez foi realmente um mero coadjuvante, se bem que até tentou roubar a cena. Quase conseguiu, por se tratar de um branco especialmente agradável, digno de ser degustado em muitas outras ocasiões

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