Fluminense FC, um time com as cores dos vinhos

ATUALIZANDO: Campeão Brasileiro de 2012. Tetra campeão indiscutível!

Texto original publicado em 8 de julho de 2012
No centenário do Fla x Flu, não tenho como deixar passar batido a minha paixão pelo Fluminense Football Club. Afinal, além de ser o time com a torcida mais linda do mundo, dos torcedores mais ilustres, ele é o time das três cores que traduzem tradição… E aí é que tá; as cores que  além do vigor, harmonia e esperança representam para um enófilo torcedor 3 vinhos: o tinto, o branco e o verde. O rosé a gente deixa para a torcida “de 3 cores” de outras paragens. Grande abraço aos verdadeiros tricolores desse nosso mundo, hoje é dia de Fla x Flu, independente de quem ganhar, é o maior clássico da Terra!

Leonardo e o carpaccio

Como um enófilo em busca de aprendizado e novas emoções no mundo das harmonizações, às vezes invento umas combinações e só depois de experimentá-las, vou ver se são consideradas como decentes pelos “papas” enochatos de plantão.

E assim foi nessa noite aqui em casa, onde minha mulher Simone preparou 2 belíssimas porções de carpaccio, que além de ser um prato leve e delicioso, se provou ótimo também no bolso. Afinal, o investimento foi de R$ 6,00 para uma bandeja da carne de qualidade finamente cortada, algumas folhas de rúcula, azeite, sal e pimenta. Perfeito!

O vinho escolhido foi um Torrontés argentino, o Leonardo. Aromático, envolvente, um vinho branco com uma personalidade sedutora que encantou e casou muitíssimo bem com a leveza do carpaccio. Uma harmonização que tinha tudo para ser arriscada, segundo alguns sites, mas que funcionou maravilhosamente bem. Nem me dei ao trabalho então de ver se realmente era algo a ser feito. Porque foi bom demais, e nada mais importou…

Não tem como sentir um certo orgulho bobo, em ter descoberto uma combinação que trouxe, e trará mais vezes no futuro, um prazer ao mesmo tempo sofisticado e de custo x benefício muito bacana. Fica a dica para aquelas noites em que você quer dar um basta na mesmice, pode confiar!

A vez dos brancos – a vingança da sardinha

Ahh… as segundas-feiras. Aquele dia da semana tão incompreendido pelas pessoas que não gostam do que fazem e preferem “suar” nas redes sociais falando mal dela, ao invés de trabalhar para poder curti-la em sua plenitude.

Então… hoje, após um dia quente, abafado e tomado em seu fim de tarde por duas reuniões, chego em casa nesta (adivinhe) segunda-feira e peço para minha maravilhosa mulher Simone preparar um dos meus pratos preferidos: patê de sardinha com ovos cozidos.

Um sabor que me remete aos dias de escola, quando minha mãe preparava fartos sanduíches com essa iguaria, e que ao serem abertos durante os lanches do recreio, assustavam meus amiguinhos, que apavorados pelo odor tão característico e mal compreendido, corriam pelo pátio em direção à cantina para comprar coxinhas, risólis e outras frituras… Na época ficava deprimido, hoje penso ‘otários’.

Acompanhando, torradinhas, pimenta Tabasco e, óbvio, um vinho branco. Que mais uma vez, foi de uma vinícola sul-africana chamada  Robertson Winery, agora o Chenin Blanc 2010. E repetindo o sucesso de seu conterrâneo, surpreendeu por seu sabor seco, levemente frutado e de acidez super balanceada, o que pra mim é o principal atributo. Os aromas trouxeram lembranças de frutas tropicais, com abacaxi e melão se destacando.

O patê de sardinhas estava, pra variar, excelente. Delicioso ao ponto de trazer todas boas lembranças de um tempo mais simples e inocente. E o vinho desta vez foi realmente um mero coadjuvante, se bem que até tentou roubar a cena. Quase conseguiu, por se tratar de um branco especialmente agradável, digno de ser degustado em muitas outras ocasiões

A vez dos brancos

Sou um grande apreciador de vinhos tintos. Mas, confesso que as variações de brancos, rosés, espumantes estão aos pouquinhos conquistando meu gosto. E como pensar em outro vinho que não fosse um branco gelado num dia como o que fez hoje aqui em Joinville; 32 graus, piscina com a família e petisquinhos da Dona Márcia para alegrar o paladar!

O companheiro escolhido foi um Chapel White da sul-africana Robertson Winery, mais uma indicação certeira do enólogo e amigo Volnei Bastos. Seco, saboroso, acidez super balanceada, perfumado sem ser enjoativo e cor de um dourado muito especial. Agradou desde o primeiro gole, um vinho que transmite uma jovialidade envolvente e que se mostrou mais um parceiro ideal para os quentes dias de verão. Custa cerca de 2o reais e vale cada centavo. Pode ser adquirido online pelo site da Vinci. Você pode ver a ficha técnica neste link.

Vem chegando o verão

A principal argumentação de meus amigos quando sugiro levar vinho para os dias na praia é de que eles, os vinhos, são muito mais caros do que uma caixa de cerveja. Mas, que tal se refrescar ao sabor de um delicioso e levíssimo espumante italiano que custa menos do que uma caixa da cerveja mais barata? Isso mesmo, um Lambrusco Anella Andreani branco custa módicos R$ 12,00 para os sócios do ClubeW da Wine ou se você ainda não quer se associar, poderá pagar por garrafa R$ 15,00.

Com base na relação custo x benefício fabulosa, o Anella Andreani agrada em cheio. É um vinho cor amarelo-palha clarinho, fácil de se beber e mais fácil de se virar um fã. Levemente frisante e frutado traz no aroma notas muito agradáveis de frutas cítricas. Bem gelado é um companheiro muito bom para aquele peixinho, camarão e, principalmente, ostras à beira-mar.

Ficha Técnica

Produtor: Anella Andreani

Tipo: Espumante – Lambrusco

Região: Emilia-Romagna

País: Italia

Uvas: Lambrusco (100%).

Graduação Alcoólica: 8%

Temperatura de Serviço: 7C

Diretrizes Enogastronômicas: Para pratos do dia a dia, lanches, pizzas, aperitivo.

Conteúdo: 750ml

Sabor: Fresco, levemente gaseificado.