Não podia deixar a minha amada Santa Catarina de fora dessa série. Então, segue uma foto da belíssima Vera Fischer, em homenagem aos incríveis vinhos que estão sendo produzidos por aqui.
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Lugares Espetaculares para Degustar Um Vinho #19
A maravilhosa Luiz Argenta, que foi eleita em 2010 uma das mais belas vinícolas do mundo. Clique nas fotos para ampliar.
Vinho e Feijoada?
Hoje teve início a temporada de feijoadas aqui em Joinville. E a mais famosa e badalada de todas, a do Biergarten, estreou 2012 com casa cheia e exibindo a tradicional exuberância do mais brasileiros dos pratos. E não foi ainda dessa vez que experimentei / ousei harmonizar feijoada com vinhos. Mas, a curiosidade é tal que passei a tarde pesquisando sobre o assunto. E, nessas garimpadas na internet, esbarrei com um belo artigo escrito pelo saudoso mestre Saul Galvão e outro do Nelson do blog Vinho Sem Segredo. Suas dicas são muito interessantes e fazem todo sentido na teoria. Na prática me resta esperar pelo próximo sábado e degustar a excelente feijoada do Bier com um Lambrusco ou outro espumante tinto bem frutado, sugestão do Saul que só pode resultar em coisa boa!
Coisa do Diablo!
Eis que chega às minhas mãos e olhos, o criativo Guia do Diablo, uma pusta sacada da turma da Concha y Toro para o rótulo Casillero Del Diablo. A ideia foi sensacional: convocar os meus (que honra!) dois amigos enófilos, geniais blogueiros, experts pracarai, etc… Alexandre Frias e Daniel Perches para cumprir missões gastronômicas por São Paulo, sempre com a premissa de casá-las com um vinho da marca do capeta. Caso contrário, o Mestre iria incinerá-los em alguma chapa de Mc Donald’s da vida.
Desde carnes nobres de churrascarias bacanas, passando por massas, antepastos de cantinas italianas e sandubas no Mercadão, até comida árabe a dupla teve que harmonizar com os vinhos. Fica aqui a admiração pela sacada, pelo excelente trabalho final de todos envolvidos. Inclusive do pessoal incrível da WebCompany, responsável pela ação!
Opinião coerente sobre a salvaguarda
Reproduzo aqui para os leitores interessados no assunto, o ótimo ponto de vista da jornalista Daniela Moreira da Exame. Dica enviada por Ricardo Prochnow, assíduo leitor e colaborador do blog.
Quem paga a conta da proteção ao vinho nacional?
São Paulo – O governo está cogitando afogar as mágoas do produtor nacional de vinhos com um pacote de medidas de salvaguarda que poderão encarecer ou dificultar a chegada dos rivais importados ao copo do brasileiro. Mas, na opinião de analistas de mercado, a festa pode acabar em ressaca. De acordo com dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (Mdic), o Brasil importou 77,6 milhões de litros de vinho em 2011, quase o dobro do volume importado em 2004, que foi de 39,1 milhões de litros. Em contrapartida, a indústria nacional patinou no mesmo período. As vendas dos produtores do Rio Grande do Sul, que respondem pela maior parcela da produção brasileira, empataram nos 19 milhões de litros – após atingirem o pico de 22 milhões em 2006, foram recuando ao longo dos anos até voltarem no ano passado ao mesmo nível de 2004.
Diante do avanço dos estrangeiros no mercado, o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (Mdic) estuda adotar medidas de salvaguarda para dar vantagem competitiva à indústria nacional durante três anos, incluindo o estabelecimento de cotas de entrada para produtos estrangeiros e um possível aumento do imposto de importação de 27% para 55%. Mas o que, à primeira vista, pode parecer motivo para brinde, corre o risco de terminar em dor de cabeça para os próprios produtores nacionais. Após os duros anos de reserva de mercado, os vinhos importados começaram a ganhar popularidade no Brasil ao longo da década de 1990. Junto com a invasão dos rótulos estrangeiros, veio um amadurecimento dos consumidores e da própria indústria nacional.
“A entrada dos vinhos argentinos e chilenos a taxa zero forçou uma profissionalização do mercado brasileiro nos anos 2000, com investimentos na contratação de enólogos e em novos métodos de poda e colheita, maquinários, barris, garrafas, rótulos, transporte, acondicionamento e até nos pontos de venda. Isso impactou muito na qualidade do produto final”, avalia Túlio Rodrigues, coordenador do curso Negócios do Vinho da FGV.
Além de ter melhores vinhos nacionais à disposição, o consumidor brasileiro passou a encontrar uma maior variedade de importados a preços interessantes nas prateleiras, principalmente após a crise de 2008, que impactou o consumo interno do mercado europeu e fez com que mais rótulos do velho continente encontrassem seu destino final nas mesas brasileiras. “O mercado ficou mais competitivo e o consumidor mais educado, exigindo mais dos produtos”, explica Rodrigues. Mas este avanço pode ser prejudicado com uma alta nos preços, na avaliação de especialistas do setor. “É uma medida que protege os produtores de vinho, mas é péssima para o consumidor. O vinho brasileiro não vai ficar mais barato, pelo contrário, a média de preços vai subir. O consumidor vai ter um espectro de qualidade e variedade menor”, aponta Alberto Bueno, da Prospectiva Consultoria.
Para os analistas, o consumo de vinhos no Brasil, que já é baixo (a média anual per capta aqui é de 2 litros, enquanto em países como França, Itália e Portugal supera os 40 litros per capta), pode ser ainda mais impactado pela estratégia. “Com este tipo de medida, o consumidor tem menos incentivo a comprar o produto e toda a indústria perde”, opina Rodrigues.
O caminho das uvas
Para o professor, o caminho para o sucesso do vinho nacional está na receita adotada por países que se tornaram referência no mercado mundial nas últimas décadas, como Nova Zelândia, Austrália, África do Sul e Chile. O salto de competitividade destes países veio da introdução de novas técnicas produção aliadas à criação de leis que incentivaram o cultivo e a produção local, com estratégias de marketing globais muito bem elaboradas arrematando o ciclo.
Segundo Carlos Paviani, diretor-executivo do Ibravin (Instituto Brasileiro do Vinho), a indústria brasileira está fazendo sua lição de casa e deve investir 18 milhões de reais na modernização do setor e outros 15 milhões de reais na promoção e divulgação do produto nacional como contrapartida às medidas de salvaguarda. “Hoje a participação do vinho nacional no mercado é de menos de 20%. Se conseguirmos dobrar esse número ou até aumentar em 50% nestes três anos, já seria ótimo”, diz.
Embora no momento o governo esteja apenas estudando a proposta, Paviani disse que o setor está confiante de que as medidas serão aprovadas. A demanda principal, de acordo com o produtor, não é o aumento dos impostos, mas sim o estabelecimento de cotas de importação. “Isso deve fazer com que produtos de melhor qualidade cheguem ao mercado, pois os importadores serão mais criteriosos na hora de comprar”, argumenta. A associação defende que os produtores europeus desovam no mercado brasileiro produtos de qualidade inferior, a preços que inviabilizam a competição, e que os três anos de salvaguarda dariam aos produtores locais fôlego para se reestruturar e competir em condições mais justas. O alvo, ao que parece, são principalmente os países europeus, já que Argentina e Chile não serão impactados pelo acordo – a primeira por fazer parte do Mercosul, e o segundo por ter um acordo de tarifa zero com o Brasil, que não seria invalidado pelas medidas.
Para Celina Ramalho, professora da Escola de Administração de Empresas da Fundação Getúlio Vargas (FGV-EAESP), a demanda é justa. “O protecionismo permite que indústrias nascentes se desenvolvam melhor. Quando abre, a pujança é maior. Foi assim que os asiáticos conseguiram se estabelecer no mercado global e se tornar competitivos”, defende. “É a hora e a vez do Brasil se posicionar no mundo”, acrescenta.
Mas, mesmo que a indústria saia fortalecida deste período de “reabilitação”, quem pode acabar com um gosto amargo no copo é o consumidor.
Salton 100 Anos
Lindo e super interessante o site comemorativo aos 100 anos da Salton. Imagens históricas e uma timeline bem bacana mesmo, parabéns aos envolvidos!
Verão Rosé 2 – Naturelle Frizz
Vida de blogueiro de vinhos, no país da cerveja e ainda mais durante o verão, não é nada fácil. Mas tenho que admitir que com a ajudinha de amigos como a Thonia, o Volnei, entre outros, e principalmente pescando as dicas dos companheiros do Enoblogs, a tarefa fica menos complicada.
E foi assim nesta semana na praia de Itajuba, quando resolvi fazer um peixe na grelha, mais precisamente uma Anchova. Para acompanhar essa delícia marinha, escolhemos um rosé bem despretensioso que porém agradou em cheio aos convivas, entre eles a minha mulher Simone que não é uma grande fã de vinhos: o Valduga Naturelle Frizz.
Suave, gelado, de um adocicado discreto e extremamente frutado, com destaque especial para o pêssego. Perfeito para uma noite quente na praia, acompanhando o peixe feito só no vinagrete. Ao custo de menos de R$ 20,00 na De Marseille aqui em Joinville, é mais um forte candidato ao campeão do custo x benefício deste verão.
E dessa maneira vou levando a vida. With a little help from my friends. E cada vez mais feliz da vida com essa árdua tarefa de compartilhar aos amigos os detalhes dessa caminhada pelo mundo dos vinhos.
Ficha Técnica
Vindima: 2011
Variedade: Malvasia | Moscato | Merlot
Terroir: Vale dos Vinhedos
Carga de Gemas/ha: 80.000
Práticas Vitícolas: Desbrota, desponta, desfolha na região dos cachos, raleio de cachos para controle de produção.
Colheita: Manual e seletiva.
Visão: De coloração rosado intenso, é límpido e brilhante.
Olfato: Aromas primários, com notas de frutas frescas como morangos, framboesas e pêssegos.
Paladar: Leve e de agradável frescor, com paladar adocicado.
Consumo: 6 a 8 graus
Álcool: 11°GL
Os ‘Bruts’ também amam
É com grande prazer que hoje esse blog vem falar de amor.
Afinal, nada harmoniza mais com um romance do que os espumantes, que são considerados a bebida oficial dos apaixonados, ao redor do mundo. E isso fica muito claro no amor que a família Cadorin demonstra pela boa mesa e por sua empresa, a De Marseille, marca de Joinville especializada em vinhos e alimentos finos.
Por esses dias, tive a gratíssima surpresa de saber por intermédio da Thonia Cadorin, que a De Marseille tinha acabado de lançar sua linha personalizada de espumantes e fui convidado por ela (na verdade eu me convidei!) a fazer um post, degustando essa novidade.
Produzido pela Domno do Brasil (mais recente fruto do empreendedorismo da Casa Valduga) especialmente para a marca, o DM Brut é um espumante super agradável, que traz uma característica interessante: agradou em cheio a esse que vos escreve que é fã dos vinhos bem secos mas também a minha esposa e cunhada, famosas por não trocarem seus lambruscos, asti ou moscatéis por nada. Mas ambas se renderam a suavidade calculada, ao aroma delicado de ervas e carvalho e aquele toque de nozes e avelãs, tão característico de um bom vinho branco.
No que depender da paixão profissional da família Cadorin, o amor está no ar. E partir de agora, estará também nas taças dos apaixonados por um bom vinho.
E aguarde para breve, entrevista exclusiva com a amiga Thonia Cadorin, que irá contar mais sobre essa e outras novidades.
Tim tim!
Viajando sem sair de casa
Uma noite na cozinha pode ser um jeito de viajar por sabores, aromas, texturas e culturas variadas. E foi assim com a jantinha de sábado aqui de casa. Começou com um giro pela Itália, do Sul ao Norte, representado pela massa napolitana de grano duro, o azeite extra virgem com basílico de Lucca e um delicioso molho peso genovese. Daí, para completar a ideia da massa, um pulinho aqui ao lado, em Itajaí, terra portuária de pescadores e descendentes de açorianos, para adicionarmos as saborosas sardinhas ao molho.
O festim não ficaria completo sem um bom vinho para acompanhar essa deliciosa receita, então rumo à Portugal, de onde degustamos um vinho verde, Aliança Casal Mendes, honestíssimo.
A brincadeira durou um par de horas, desde o preparo junto com minha família até a degustação da receita, que aliás, agradou demais. Uma viagem imaginária e gastronômica que, se não é a real, ajuda a matar saudades de lugares que conhecemos (ou não) e que sonhamos em tornar a visitar.
Ponto Nero
Estava eu procurando um Cabernet nacional bacana, quando me deparei com esse vinho de rótulo elegante, nome pomposo e preço que tem tudo a ver com a proposta do nosso blog: 18 pilas.
.Nero, Ponto Nero, negro em italiano.
A pessoa que me atendeu informou que esse vinho metido a bonitinho não era também ordinário. Ao contrário, vem da Domno, um braço herdeiro da cultura vinícola dos nossos amigos da Casa Valduga, o que foi fator decisivo para eu levar a garrafa para casa.
Gratíssima surpresa. Daqueles vinhos que encantam pela simpatia, pois se apresentou num belo conjunto marca x nome x rótulo, tem pedigree mas não carrega a pretensão desnecessária e, principalmente, marca pelo aroma elegante e sabor muito agradável, delicado.
Que mais vou dizer? É brasileiro, custa o mesmo que um bom vinho do Chile ou Argentina e é honesto.
Ponto Nero e final.
Ficha Técnica
Vinícola: Domno do Brasil
Variedades: 100% Cabernet Sauvignon.
Graduação alcoolica: 12,5%
Vinhedo: Vale dos Vinhedos
Localidade: Serra Gaúcha – Garibaldi – Rio Grande do Sul
COLHEITA
Colheita manual e seletiva em caixas plásticas de 18kg.
PROCESSO
Seleção manual das uvas, desengace, esmagamento; adição de leveduras selecionadas, fermentação alcoólica, controle de temperatura, descuba, fermentação malolática, estabilização, engarrafamento e rotulagem.
CONSUMO
14-16 °C


















