Arquivos da Tag: Chile
Lugares Espetaculares para degustar um vinho #10
O Explora Patagônia é candidato fortíssimo para umas próximas e merecidas férias ![]()
Clique na foto para ampliar.
Coisa do Diablo!
Eis que chega às minhas mãos e olhos, o criativo Guia do Diablo, uma pusta sacada da turma da Concha y Toro para o rótulo Casillero Del Diablo. A ideia foi sensacional: convocar os meus (que honra!) dois amigos enófilos, geniais blogueiros, experts pracarai, etc… Alexandre Frias e Daniel Perches para cumprir missões gastronômicas por São Paulo, sempre com a premissa de casá-las com um vinho da marca do capeta. Caso contrário, o Mestre iria incinerá-los em alguma chapa de Mc Donald’s da vida.
Desde carnes nobres de churrascarias bacanas, passando por massas, antepastos de cantinas italianas e sandubas no Mercadão, até comida árabe a dupla teve que harmonizar com os vinhos. Fica aqui a admiração pela sacada, pelo excelente trabalho final de todos envolvidos. Inclusive do pessoal incrível da WebCompany, responsável pela ação!
Maycas del Limarí
Sou um fã declarado da literatura e do cinema hispano-americanos.
Autores como Gabriel Garcia Marquez, Eduardo Galeano, Vargas Llosa, entre tantos outros, moldaram meu gosto pelos livros com essa criatividade e sotaque tão especiais. Já nos filmes, confesso ser um calouro e vou aos poucos descobrindo as nuances e cores graças às indicações de caros amigos.
Dias desses assistimos aqui em casa ao (in)tenso Amores Perros, de Alejandro González Iñárritu. Como todo filme que mexe demais com meus nervos, esse pediu a imediata companhia de um vinho de forte presença.
A escolha caiu sobre o Maycas del Limarí, da ótima seleção da Wine de dezembro. Um cabernet sauvignon reserva especial, de apresentação garrafa / rótulo simplesmente lindíssima. Chamou a atenção de cara pela data da safra conter, além do ano, também o dia e o mês. Potentes 14,5% de álcool foram muito bem-vindos para lidar com algumas cenas do filme, onde brigas de cachorro são retratadas praticamente com a crueza de um documentário.
Mas, esse poderio etílico não se faz notar no nariz nem no paladar. Como todo vinho de reserva especial de responsa, o Maycas del Limarí mostrou um controle interessante sobre álcool e taninos, resultando em um cabernet gentil apesar de complexo. Uma verdadeira jóia chilena que resultou em uma compra extra da seleção, pela primeira vez.
Filme, vinho, literatura… mais do que entretenimento, formam uma combinação de alimentos para a alma, que satisfaz e faz crescer.
The end
Verão Rosé 1 – Anakena
Hoje inicio uma nova série de posts, com dicas e opiniões e curiosidades sobre os vinhos rosés que são bem apropriados para nosso verão que chegou com tudo. Suaves, perfumados e muito saborosos servidos gelados, os rosés são a companhia ideal para frutos do mar, principalmente mariscos e ostras. Apesar de eu ainda não estar na praia as fotos ainda não tem aquele apelo marinho, com areia e mar ao fundo. Mesmo assim, o trabalho do bloqueiro tem que continuar, então a degustação inicial aconteceu aqui no apartamento, mas o vinho em questão me transportou, mesmo que em imaginação, para mais perto do barulho das ondas…
Inicio a série com um chileno que realmente agradou em cheio e me motivou (ainda mais) a escrever sobre esses vinhos cor de rosa bebê. Confesso que foi de uns anos para cá que consegui derrubar os tabus e preconceitos que eu tinha contra os rosés e agora sou um fã declarado deles.
O chileno é o Anakena Cabernet Sauvignon, safra 2010, proveniente do Vale do Rapel. Servido precisamente a 10 graus, e mantido assim durante toda degustação, o Anakena (principal praia da Ilha da Páscoa) demonstrou de imediato um frescor muito perfumado, com presença maciça de flores, morangos e pêssegos. Bastante macio, suave, sem nada de madeira o que realça a leveza e balanço.
E quando me pego assim, tentando descrever sensorialmente um vinho, mesmo sem ser um profissional, é porque o danado é bom demais. E essa pode ser a informação mais relevante que posso passar aos amigos: o vinho Anakena agradou bastante e é uma ótima opção para as noites quentes de janeiro, ainda mais a um preço de R$ 25,00 a garrafa
Cremaschi Furlotti Carmenère
E é no início de outubro, quase final de 2011, que um dos vinhos que mais gostei no ano me é apresentado.
Cremaschi Furlotti Carmenère. Um belíssimo Reserva chileno safra 2009 que me fez sentir (mais) feliz em gostar dessa coisa de vinho. Comprado no Angeloni aqui de Joinville por vinte e duas pratas, o vinho arrasou positivamente, superando em muitos graus toda e qualquer expectativa que eu tinha em relação a ele.
De coloração vermelha profundíssima, quase negra, o Cremaschi Furlotti ao ser girado lentamente na taça libera um característico e delicioso perfume de geléias doces, ameixa está bem fácil de identificar e alguns toques de especiarias levemente picantes. Muito bom mesmo. Gosto suave, aveludado, seco e amadeirado na medida exata, final extremamente agradável e longo. Foi uma ótima companhia para o petisco de queijo Brie que acabei inventando na hora.
Esse Carmenère surpreendentemente entrou na lista do TOP 10 que estou elaborando, e já digo pra vocês que entrou forte entre os melhores. Vinhão!
Nativa Reserva Carmenère EcoWine
Eu tenho sorte no quesito amizade. Tenho poucos, mas fiéis e companheiros irmãos-amigos.
O caro Serginho Ferreira é um deles. Amigo de longuíssima data, é daqueles que lembram de você (e de seus vícios) quando está em viagem e sempre te surpreende com um mimo na volta.
Foi assim recentemente, quando ele voltou de uma viagem de negócios que fez ao Chile e ciente da minha paixão por vinhos, me presenteou com um espécime especial. Trouxe para esse humilde escriba uma garrafa de Nativa Reserva Carmenére, safra 2009, um vinho orgânico nascido no seio de uma das principais vinícolas sul americanas, a Carmen.
Tenho grande simpatia por vinhos orgânicos, os ecowines como dizem os americanos. Acho que atitudes que visam agredir menos a natureza são sempre bem-vindas, mesmo que em pequena escala.
Vamos ao vinho.Na taça é de uma cor rubi-escuro com reflexos violetas. Aromas de frutas vermelhas maduras com um toque de chocolate fizeram a festa no nariz. Muito interessante também o sabor, suculento, “gordo” do vinho. Taninos doces e final longo e persistente muito característicos deixaram uma ótima impressão.
Conclusão: não é que meu amigão Serginho Ferreira fez uma ótima escolha? O Nativa Reserva Carmenére é um belo vinho, digno da história da Carmen e ainda por cima, ecologicamente correto.
Morandé Reserva Carmenère
O dia foi duro?
Chegou em casa moído?
Os músculos mais tensos que o Elano batendo penalti?
O vizinho tá tocando pagode? Ou pior, sertanejo universitário?
Nada disso abate a quem tem guardado em casa uma garrafa desse magnífico Morandé Carmenère Reserva que num supermercado da vida custa uns 20 e poucos reais. Uma taça desse vinho e você relaxa, se desliga dos problemas cotidianos e se transporta para um mundo de paz e tranquilidade. Pelo menos, comigo foi assim numa dessas segundas-feiras da vida.
O Morandé é daqueles chilenos que foge um pouco do padrão “Chile” por se tratar, na minha opinião, um vinho com algumas características menos familiares. De um vermelho bem fechado, quase escuro, forma na taça uma linda áurea violeta, intensa e brilhante. No nariz, a surpresa: notas de tobaco e creme podem se sentidas em meio à profusão de frutas silvestres. Sensacional!
Na boca, sedoso, de sabor persistente e marcante, finalzinho picante. Uma delícia. O alcool se fez bem presente mas não atrapalhou em nada a degustação. No final, ele levou embora a cada gole, as agruras do dia e me entregou novinho em folha aos braços de Morfeu.
Recomendadíssimo!
Vinho e Churrascaria
Hoje foi dia de levar a família pra almoçar fora. Sabadão de sol, temperatura super gostosa, optamos por uma churrascaria aqui da cidade, famosa por seu rodízio de carnes vermelhas, nobres e outras nem tanto. Mas todas assadas e servidas com muita qualidade.
E hoje resolvi trocar a tradicional dupla caipirinha e cerveja por uma meia garrafa de vinho.
A casa tem uma carta de vinhos muito boa, uma adega repleta de ótimos rótulos.
Optei por um velho conhecido: Carmen Carmenère. Aromático, de um vermelho rubi lindo na taça, taninos macios e saborosos, uma ótima companhia das carnes vermelhas. Especialmente do contra-filé argentino mal passado.
A quantidade de uma meia garrafa (375 ml) se mostrou ideal, quase até demais para um almoço. Mas como estávamos sem pressa e a combinação de carne grelhada e vinho tinto se mostrou perfeita, degustei esse belo exemplar chileno com muita satisfação.
Ochagavia Silvestre
Quando a gente pensa em vinho chileno, logo pensa nos carmenères da vida. Mas para minha surpresa, o Ochagavia Silvestre Merlot 2007 se revelou um varietal de personalidade marcante!
Um cheirinho gostoso de café da manhã, mesclando flores, doce de leite, mel, chocolate… Aliás, impressionante o aroma desse merlot, uma verdadeira festa para o olfato. De sabor bem pautado em frutas vermelhas e toque de especiarias suaves, ele simplesmente caiu como uma luva no acompanhamento de um petisco de queijo brie com geléia de damasco.
Por 25 reais no site da Wine, pode-se recomendar sem medo esse chileno, sem medo de ser feliz
Ficha Técnica (produtor)
Produtor: Ochagavia
Tipo: Tinto – Merlot
Região: Valle Central
País: Chile
Uvas: Merlot(100%).
Graduação Alcoólica: 13.8%
Temperatura de Serviço: 15oC
Envelhecimento: 40% do vinho é envelhecido em barris de carvalho francês e americano durante 4 meses.
Diretrizes Enogastronômicas: Chuletas de porco ao molho agridoce, massas em preparações a base de polpa de tomate e ervas frescas. Perfeito com gruyère ou gouda.
Safra: 2007
Conteúdo: 750
Aromas: Seus aromas recordam os frutos negros confitados, tal como compota de amora e mirtilo, com notas de chocolate e baunilha.
Sabor: Na boca é um vinho que possui taninos suaves e doces, com delicioso frescor e notável persistência.
Cor: Rubi violáceo intenso.



















