Um Toro Loco… mas domado.

E foi assim: fiz um sanduíche de pão francês, manteiga, uma fatia de queijo e o bife acebolado que sobrou do almoço, cortado em pequenas fatias. Entre uma mordida e outra, uma bebericada no controverso Toro Loco, o vinho de um punhado de euros que bateu uma porção de concorrentes mais caros em uma degustação às cegas na Europa. Aqui, foi recebido com opiniões diversas, algumas até mais exaltadas o acusavam de pura manobra de marketing, etc & etc. E como gosto é gosto… nem vou entrar no mérito.

E eu que não sou ‘loco’ nem tenho um orçamento gigante para aventuras etílicas, enfim, sou apenas um enoleigo latino-americano sem dinheiro no banco nem parentes importantes, sorvi esse vinho barato de maneira descompromissada, em uma noite de segunda-feira chuvosa. E sinceramente ele foi muito bem com meu sanduíche. Ah claro, não é um barolo nem um bordeaux… Não esperava, também, tanta coisa de um vinho que custa no Brasil seus 20 e pouco reais. Mas no resumo: Olé! vou abrir outra garrafa dia desses.

Vinho e design: juntos é melhor

Quando você vai comprar um vinho e não conhece as marcas, o que faz? Há muitos fatores a considerar na decisão de compra. Mas há um que, mesmo sem ser primordial, interfere na escolha: o design da garrafa e do rótulo. Num mercado cada vez mais competitivo – e com um público de percepção estética mais elevada – é essencial investir no design.

E há gente muito boa a trabalhar nessa área, como o pessoal da Toormix, uma agência de branding, packaging e grafic design de Barcelona. O trabalho apresentado no site foi feito para os vinhos da Catalunha. É um case interessante para os apreciadores de vinho… e do bom design.

Por: José António Baço

Celistia, um vinho que brilha no escuro

Ok, não é bem o vinho, mas o rótulo, literalmente.
A vinícola Costers del Sió, localizada em Lleida, Espanha, se inspirou na clareza sutil e delicada das estrelas que só podem ser vistas depois de passarmos um determinado tempo no escuro.

A linha de vinhos Celestia apresenta além do nome curioso, um design original que ajuda a destacar a garrafa na prateleira de lojas de vinho e torná-lo memorável e notável em restaurantes. O desenho da etiqueta é ainda mais surpreendente quando a noite cai e a escuridão dá vida ao rótulo devido à utilização de uma tinta luminescente.


Elegante, surpreentende e criativo. O crédito do trabalho vai para a agência de comunicação e design FeedbackMP, de Barcelona (no link, o case completo).

Harmonizações perigosas: Vinho & Comida Mexicana

As possibilidades de harmonizações perigosas são infinitas quando você tem uma atitude meio “desrespeitosa” em relação aos conceitos pré-estabelecidos pelos enochatos. E numa dessas noites, tive mais uma prova de que diversão, simplicidade, bom papo e uma surpreendente e deliciosa janta preparada por um amigo, podem ser sim mais importantes do que simples convenções gastronômicas elitistas.

Iria ser mais uma noite de sexta-feira dessas, quando o caro Charles Henrique nos convidou para um jantar mexicano, com direito a burritos, tacos, guacamole e fajitas. Incrível! O jovem amigo acertou na mão, com a preciosa ajuda de seus pais Miriam e Raulino, aliás, ambos de uma doçura e ótimos de papo. Uma deliciosa aventura que ficou perfeita para mim, quando abri um vinho espanhol que casou muito bem com a comida hiper condimentada oferecida pelos anfitriões.

O espanhol em questão foi um tinto da Rioja, o Barón Ladrón de Guevara Cosecha 2009, elaborado com as uvas Tempranillo e Graciano. Confesso que no início, ele “brigou” com o Guacamole, mas quando chegamos aos maravilhosos burritos com fajitas, o vinho desempenhou seu papel de harmonizar tudo com muito sabor e elegância. Obviamente, o quitute preparado pelo Charles foi um convite perfeito para que o vinho e seus atributos aparecessem com muita elegância sincera.

O vinho, que compõe o portfolio da Costazzurra, é uma bela escolha, mesmo para os momentos mais inusitados. Afinal, mostrou ser um espanhol versátil que até comida mexicana, e caseira, encarou com maestria. Recomendadíssimo! E aqui vai um obrigado aos amigos Charles, Raulino, Miriam e Luiz Eduardo, foram eles, mais do que o vinho, quem fizeram dessa noite um momento tão especial.

Verão Rosé 3 – Abadal Cabernet Sauvignon

Noite dessas bateu aquela vontade de comer o inigualável sushi do Niu, aqui de Joinville.
Mas, a vontade de sair de casa não acompanhou. Ainda bem que o Niu Sushi tem delivery e dessa maneira podemos matar a vontade no conforto do lar e, claro, pude abrir um vinho especial indicado pela Thonia da De Marseille.

O Abadal Cabernet Sauvignon (90%) Sumoll (10%) é mais que um rosé espanhol, aliás, catalão, né Jordi?.
É um vinho de cor surpreendente, que pode enganar um incauto observador por ser de um rosa bem fechado, quase um rubro mais claro. Um espetáculo na taça, uma festa ao olfato. Frutas frescas com destaque para morangos. Mais “poderoso” que os rosés que já provei, o Abadal foi um companheiro fiel no jantar oriental e por estar bem gelado, cerca de 8 graus, forneceu um frescor delicioso, único.

Pesquisando mais sobre esse catalão rosado mas invocado, descobri que ele foi inclusive finalista no principal concurso de vinhos da Espanha, o ‘La Nariz de Oro’, do ano passado. Realmente uma bela compra, mais uma descoberta genial que faz desse blog algo tão gostoso de ser atualizado. Saúde!

Espanhol bacana

Para os amigos que gostam de explorar as diferentes uvas viníferas, segue uma que ainda não conhecia (apesar de ser uma das uvas mais plantadas no mundo): a Garnacha.
Proveniente, da Terra de Castilla, o Legado Munoz Garnacha 2009 se revelou um agradável vinho, particularmente quando degustado acompanhado de uma carne assada de panela e polenta e a “pegada” desse espanhol harmonizou muito bem com essa refeição mais encorpada.
Ótima compra, belo rótulo, impressiona pelo ar nobre do conjunto e não deixa a desejar no resultado. R$ 26,00 na De Marseille.

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